O historiador da arte Bernard Berenson e a felicidade

Bernard Berenson (1865-1959) foi um historiador da arte que se dedicou aos estudos da arte renascentista italiana.

Ao escrever suas memórias no livro Esboço para um auto-retrato, reflete sobre a memória, sobre como em sua velhice enormes blocos de memória se desprendem e se dissolvem no esquecimento.

Reflete ainda sobre a imortalidade, pois como nela seria possível lembrar de uma vida toda, se nessa mesma vida mortal não lembramos de muita coisa… Berenson afirma que talvez exista uma vida imortal para todos nós, mas que para ele isso é inconcebível, embora veja em crenças de imortalidade algo reconfortante. A menos que, depois dessa vida mortal, viria uma vida em Deus, sem memória, sem individualidade e sem identidade própria.

Diz que para ele isso faz todo sentido, visto que relembra os momentos em que se sentiu mais feliz e eles foram, na sua maior parte, “aqueles em que me perdi de mim quase completamente num instante de harmonia perfeita” p.26.


Lendo Bernard Berenson, Esboço para um auto-retrato, editora Bei Comunicação, 2003.

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