Diante do tempo: passado e presente se encontram para Didi-Huberman

Como o assunto da semana é a História da Arte pela perspectiva de Georges Didi-Huberman, aqui vai uma reflexão básica do autor.

Para ele, se estamos diante da imagem, estamos diante do tempo, no vão de uma porta aberta, na soleira da porta, nesse espaço de entremeios.
Quando vemos uma obra do passado, podemos ver nela novas questões a partir do nosso olhar do presente.

Um dos exemplos que o autor do no livro Diante do Tempo é da obra Madona das Sombras de Fra Angelico, de 1440-1450.


Na obra temos a parte de cima, com a cena religiosa, que é muito famosa e explorada pelos historiadores da arte. Na parte de baixo, temos esses retângulos, onde encontramos um trabalho abstrato. 

Para o autor, um anacronismo, ou seja, em uma obra de séculos, encontramos a abstração tão usada pelos artistas modernos e contemporâneos, que inclusive lembra as obras de Jackson Pollock.

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DIANTE DO TEMPO

SINOPSE: Neste livro, Georges Didi-Huberman propõe uma arqueologia da historia da arte, ao formular uma multiplicidade de problemas e debates concernentes às relações entre a arte e o tempo, a partir da noção decisiva de anacronismo, tecida em tramas que envolvem as obras de Aby Warburg, Walter Benjamin e Carl Einstein. O movimento teórico empreendido pelo autor francês lança a imagem no centro do pensamento sobre o tempo, para assim articular novos dispositivos acerca da temporalidade e promover uma releitura da tradição que situa a história da arte como uma disciplina humanista.

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Diante do tempo de Georges Didi-Huberman

No livro Diante do tempo, Georges Didi-Huberman explora a História da Arte por uma perspectiva anacrônica, ou seja, que não tem um começo, meio e fim.

A arte é entendida então não como evolutiva. O que veio antes, não é necessariamente pior ou menos evoluído do que o que veio depois. Nós não evoluímos na arte. Nós nos transformamos e ressignificamos.

Para Didi-Huberman, estar diante de uma obra é estar ao mesmo tempo diante do passado e do presente, pois a obra não cessa de se reconfigurar. Encontramos sempre algo novo nas obras de arte, não importa quanto tempo elas tenham de existência.

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DIANTE DO TEMPO

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A desconstrução do corpo na arte moderna

Como o assunto da semana é o corpo na arte moderna e contemporânea, aqui vai uma reflexão do livro O corpo impossível, de Eliane Robert Moraes.

No livro, a autora defende que o corpo foi muito explorado a partir da arte moderna pelo desejo de também o destruir. Mas a destruição nunca era completa, sempre identificamos as partes dos corpos, como nesta obra de Salvador Dalí de 1942.

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O CORPO IMPOSSÍVEL

SINOPSE: A fragmentação da consciência, considerada um dos princípios fundadores do modernismo, desencadeou de forma correlata a ideia de fragmentação do corpo. No período entre o fim do século XIX e a Segunda Grande Guerra, diversos artistas e escritores se voltaram para a criação de imagens do corpo dilacerado, dispostos a subverter a tradição do antropomorfismo para inaugurar uma estética contemporânea aos dilemas de seu tempo.
Em O corpo impossível – escrito num estilo de notável clareza –, Eliane Robert Moraes recompõe o itinerário desse imaginário. Para tanto, promove uma análise da vertente do modernismo francês que vai de Lautréamont aos surrealistas, com particular atenção ao pensamento de Georges Bataille. Daí resulta uma fina interpretação do tema, cuja originalidade está justamente em colocar história e estética em diálogo.

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O corpo na arte moderna e contemporânea

No livro O corpo impossível, Eliane Robert Moraes explora a estética desumana que surgiu através da experiência de guerra que tivemos no século XX.
A autora aborda principalmente o surrealismo e a decomposição humana, mas também artistas e escritores que vieram antes desse período. 
No livro o ser humano é pensado diante do animal, dos seres imaginários e das máquinas. 

Acephale

Cita o homem acéfalo (passe pro lado para ver), um monstro arcaico encontrado em mitologias e bestiários antigos. E que essa figura do homem sem cabeça, inacabado, remete a definições de monstros. Um ser desprovido ou privado de alguma capacidade ou órgão indispensável ao ser humano. Mas afirma que a ausência da cabeça não é a ausência da vida, visto que temos então todo o resto do corpo.

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O CORPO IMPOSSÍVEL

SINOPSE: A fragmentação da consciência, considerada um dos princípios fundadores do modernismo, desencadeou de forma correlata a ideia de fragmentação do corpo. No período entre o fim do século XIX e a Segunda Grande Guerra, diversos artistas e escritores se voltaram para a criação de imagens do corpo dilacerado, dispostos a subverter a tradição do antropomorfismo para inaugurar uma estética contemporânea aos dilemas de seu tempo.
Em O corpo impossível – escrito num estilo de notável clareza –, Eliane Robert Moraes recompõe o itinerário desse imaginário. Para tanto, promove uma análise da vertente do modernismo francês que vai de Lautréamont aos surrealistas, com particular atenção ao pensamento de Georges Bataille. Daí resulta uma fina interpretação do tema, cuja originalidade está justamente em colocar história e estética em diálogo.

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Cubismo e a desconstrução do espaço

Como o assunto da semana é o espaço na arte moderna, aqui vai uma reflexão do autor Alberto Tassinari sobre a maior contribuição do movimento cubista, a decomposição do espaço.

O cubismo foi, para o autor, o primeiro exemplo de que a arte moderna era diferente do naturalismo, que retratava as coisas tal e qual como são.
O cubismo se afasta disso então, criando espaços sem perspectiva.

Na imagem, a obra Guitarra de Pablo Picasso, de 1913, é uma das obras analisadas pelo autor no livro.

O espaço na arte moderna e contemporânea são assuntos do meu curso Narrativas da Arte Contemporânea, lá eu abordo também sobre o pensamento de Tassinari, conheça agora o curso, CLIQUE AQUI! 

O ESPAÇO MODERNO

SINOPSE: O crítico de arte paulista Alberto Tassinari procura entender a passagem da arte moderna para a arte contemporânea, usando como fio condutor a ideia de que a arte contemporânea pode ser melhor compreendida por meio de uma conceituação de seu espaço. Importante contribuição para o entendimento de momento crucial da história da arte, o livro afirma uma disposição democrática ao articular os diferentes momentos artísticos, em lugar de excluí-los.

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O espaço na arte moderna

No livro O espaço Moderno, Alberto Tassinari explora a negação do espaço da arte moderna, a negação da perspectiva.

É um autor que defende que a arte moderna ainda não acabou, que estamos vivendo um período de desdobramento, onde antes de 1955 tínhamos uma fase de formação.
Tassinari define como um marco para pensar o espaço na arte a obra Arco Inclinado de Richard Serra, mesmo que ela seja de 1981.

Richard Serra, Arco Inclinado, 1981

Para ele, a obra do artista era um espaço em obra, ou seja, não delimitava muito bem o espaço da obra, nem diferenciava do espaço na praça ao redor onde estava instalada.

O espaço na arte moderna e contemporânea são assuntos do meu curso Narrativas da Arte Contemporânea, lá eu abordo também sobre o pensamento de Tassinari, conheça agora o curso, CLIQUE AQUI!

O ESPAÇO MODERNO

SINOPSE: O crítico de arte paulista Alberto Tassinari procura entender a passagem da arte moderna para a arte contemporânea, usando como fio condutor a ideia de que a arte contemporânea pode ser melhor compreendida por meio de uma conceituação de seu espaço. Importante contribuição para o entendimento de momento crucial da história da arte, o livro afirma uma disposição democrática ao articular os diferentes momentos artísticos, em lugar de excluí-los.

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Sobre o nosso costume com o horror

Folheando mais uma vez o livro do Archer “Arte Contemporânea uma história concisa”, essa frase novamente chamou a atenção.
Ela fala muito sobre o nosso costume com o horror que encontramos todos os dias nos noticiários.
Archer escreveu ela refletindo sobre uma uma declaração do artista Andy Warhol em 1963: “Era Natal ou o Dia do Trabalho – algum feriado – e, toda vez que você ligava o rádio, eles diziam algo como ‘quatro milhões de pessoas vão morrer’. Foi aí que começou. Mas, quando você vê uma figura medonha repetidas vezes, ela não produz nenhum efeito”.
Se a gente substituir rádio por tv e internet nessa frase do Warhol, temos aí o que nos consome todos os dias.
E fica aqui mais uma reflexão, diante de tantas dificuldades, será que é possível sentir e se importar com tudo que nos atravessa?
Na imagem: uma gravura de Goya.
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Aby Warburg: Histórias de fantasmas para gente grande

Aby Warburg (1866-1929) mudou o jeito como olhamos para a arte e acultura. A História da Arte nunca mais foi a mesma depois que publicou a sua tese sobre a antiguidade pagã.

Essa edição da Companhia das Letras traz textos fundamentais para entender o pensamento de Warburg, desde o clássico O nascimento de Vê e A primavera de Sandro Botticelli até o famoso texto sobre os índios pueblos na América do Norte.

O livro ainda conta com o texto final Introdução à Mnemosine, que é de fato uma introdução ao seu pensamento, em como olhar para as imagens.
É um ótimo livro para conhecer Warburg e ir direto à fonte, já que temos tantos livros e textos citando o seu trabalho.

E você, já leu Warburg?

SINOPSE: Histórias de fantasma para gente grande é uma coletânea de nove textos do historiador da arte alemão Aby Warburg (1866-1929). Durante muitos anos, Warburg foi um intelectual para intelectuais: sempre lido na universidade, mas pouco conhecido fora dela, sobretudo no Brasil. Nos últimos anos, os estudos de Warburg têm se tornado cada vez mais influentes e seu pensamento vive uma onda de redescoberta em diversos países e idiomas. A publicação deste volume se insere nesse contexto. Os ensaios e palestras foram selecionados pelo sociólogo Leopoldo Waizbort, professor titular na Universidade de São Paulo. São textos produzidos entre 1893 e 1929 e abrangem toda a vida intelectual de Warburg: dos primeiros escritos até o último deles. São textos diversos, concebidos para cumprir requisitos universitários, comunicações em congressos, palestras ou mesmo rascunhos e esboços para uso estritamente pessoal. A cultura do Renascimento na Itália é o centro de gravitação do pensamento de Warburg. A partir dela, o autor avançou rumo a manifestações culturais da Antiguidade, estudou a Reforma Protestante, passou pelo Humanismo, pesquisou diversos países do Oriente e ainda teve fôlego para os indígenas norte-americanos, a arte do século XIX e até mesmo os selos postais do século XX. Historiadores da arte, antropólogos, filósofos, sociólogos e historiadores, pesquisadores de cinema e imagem, psicólogos e filólogos, cientistas da religião – todos encontram neste livro farto manancial de pesquisa e atestam a crescente importância da obra inesgotável de Aby Warburg.

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#warburg #abywarburg #mnemosine

Filme Duna e o futuro da arte

O filme Duna, que se passa no futuro, me fez pensar sobre o futuro da arte também… Como você imagina esse futuro?

Pergunto isso pois nesses filmes de distopia, apocalipse, futuro muito distante, raramente a gente tem destaque para as artes. Fico me perguntando, as pessoas estão tão preocupadas apenas em sobreviver que deixaram a arte de lado?

A arte em geral eu digo, música, dança, cinema, artes visuais, teatro…

No filme Duna eles tem uma população imensa – maioria homens, me pergunto de quem eles nasceram, oi? Tá, e essa população faz o quê quando não tá na guerra? kkk Olha as perguntas…

Porque assim, na nossa história da humanidade, em nenhum momento o homo sapiens deixou de expressar a sua criatividade através da arte. A gente tem artefatos de milhares de anos atrás com muita expressividade. Então assim, momentos difíceis, escassez de comida, recursos, tudo isso já passamos enquanto humanidade, e não deixamos nosso lado artístico e expressivo de lado…

Então, volto para a pergunta, para você existe espaço para a arte no futuro? Como é o futuro da arte?

Quero dizer sobre o filme Duna que me chamou a atenção os afrescos nas paredes, mas eram tão poucos…

Ah, e a arquitetura e a arte que aparece no filme me lembrou muito a arte egípcia e da mesopotâmia, mas desconsideraram que essas artes eram bem coloridas na verdade, claro que o que chega hoje pra nós é sem cor, mas já sabemos que a humanidade curte uma cor pra dar uma alegrada nas desgraças da vida haha

Claro, a falta do colorido faz parte da escolha do filme, pra criar uma ambientação envolvente com a história, não é uma crítica, é apenas uma observação.

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