4 livros de arte esgotados que valem a pena ficar de olho!

De repente você está lá estudando algo e se depara com aquela referência maravilhosa, que parece que iria resolver todos os seus problemas, ia te dar as imagens, as obras, os nomes, os conceitos, bem aquele que você queria… mas aí numa rápida pesquisa, você descobre que a edição está esgotada e aqueles poucos exemplares pra vender na estante virtual estão custando um rim, uma córnea, ou tudo junto….


Haha


Pois é… esse post é só um aviso para que se você topar com algum desses títulos pelos sebos do recanto deste país… não hesite em comprar se ele estiver com um preço normal…(pode ser até um investimento pra revender… olha só a loba de wall street falando…haha)


Você já conseguiu algum livro esgotado por uma pechincha? Ou já ficou esperando anos pra ver se a editora lançava uma reimpressão?


É bem comum livros de arte ficarem esgotados por anos a fio até que sejam lançados novamente… Por hora a gente vai aproveitando as bibliotecas mesmo…


Qual livro esgotado é o seu sonho de consumo???

Ofélia de John Millais

Ofélia de John Millais, 1851–1852, é uma das pinturas mais icônicas da arte inglesa e também muito revisitada na arte desde então, vide um dos últimos post que fiz com a fotografia de Alessandra Sanguinetti, se não viu, confere aqui: https://lendoahistoriadaarte.com/2021/04/26/as-aventuras-de-guille-e-belinda-e-o-anigmatico-significado-de-seus-sonhos/

Shakespeare era um tema popular para os artistas vitorianos, embora Millais fosse um romântico e em Shakespeare o que predomina é a imagem do apaixonado que se desgoverna.

SOBRE A PINTURA: Em Ofélia, Millais pintou primeiro a natureza e em seguida adicionou a figura da moça à pintura. O artista era minucioso para pintar a paisagem natural, vemos, em detalhes, a vegetação, as pequenas flores que adicionam coloração em meio ao verde, o passarinho avermelhado que passa quase despercebido no canto superior esquerdo e também o reflexo na água no canto inferior esquerdo.

A modelo que posou para Millais era Elizabeth Siddal (1829-1869), que costumava posar para outros artistas nessa época, ela mesma, também artista plástica e poetisa.

Ela posou para o artista durante quatro meses dentro de uma banheira que era aquecida por lamparinas acesas posicionadas em baixo. Certa vez, as lamparinas saíram de baixo e a modelo passou muito frio, ficando doente. Millais foi obrigado a pagar seu tratamento médico. 

Simbologia das flores e plantas que Millais pinta: o salgueiro, a urtiga e a margarida podem ser associadas ao amor, a dor, inocência e abandono, e as violetas, próximas ao seu pescoço, com fidelidade, castidade ou mesmo morte, como podem ser vistas as papoulas. 

Ainda em seu processo de criação para a pintura, Millais escreve para Thomas Combe em 1852: “Hoje comprei um esplêndido vestido antigo de senhora – todo floral em bordados de prata – e vou pintá-lo para Ofélia. Você pode imaginar o quanto isso é bom quando eu lhe disser que ele me custou,  velho e sujo como está, quatro libras” 

Estou empenhada em mostrar aqui na página um pouco sobre as obras e artistas que já pesquisei. Ofélia é uma grande paixão minha, está na minha tese: https://www.academia.edu/41576378/NARRATIVAS_FICCIONAIS_NA_ARTE_CONTEMPOR%C3%82NEA_ALESSANDRA_SANGUINETTI_MIRANDA_JULY_ILYA_KABAKOV

Também já gravei vídeo contando minha experiência com a obra, está no destaque chamado “Fruição” na página do Instagram: https://www.instagram.com/lendoahistoriadaarte/

O livro em que aparece a personagem de Ofélia é “Hamlet”, de Shakespeare:

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Essa aqui é a passagem do afogamento de Ofélia:

4 livros de Giulio Carlo Argan

Um dos historiadores da arte mais importantes a partir do século XX não poderia faltar aqui na página…

Sim, estou falando de Argan, que é uma figura importante caso você queira pensar a Arte Moderna, talvez seu livro mais conhecido no Brasil, ou mesmo pensar o clássico, a arte italiana em outras edições não menos ricas e que trazem olhares diferenciados sobre o assunto.


“Exatamente no momento em que se afirma a autonomia da arte, coloca-se o problema de sua articulação com as outras atividades, isto é, de seu lugar e sua função no quadro cultural e social da época.” Argan em A arte moderna


SINOPSES E LINKS DE COMPRA, embora alguns o preço esteja inflacionado por conta de não serem publicadas novas edições até o momento:

ARTE MODERNA

SINOPSE: “Giulio Carlo Argan foi o último representante de uma grande tradição crítica que corresponde historicamente aos movimentos modernos da arte. De fato, o crítico e ensaísta italiano provém de uma escola (a de Adolfo e Lionello Venturi) que procura o sentido da arte na sua história, mais do que em faculdades inatas ou em princípios absolutos. Foi Argan, aliás, que levou essa orientação até as últimas conseqüências: se a arte é um fenômeno histórico, não há garantia de que ela seja eterna. O desaparecimento do artesanato, de que a arte era guia e modelo, e o surgimento da produção industrial, que se baseia sobre outros princípios, pode muito bem determinar o fim da arte como atividade culturalmente relevante. Essa tese é o pano de fundo desta Arte moderna.”Lorenzo Mammì

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HISTÓRIA DA ARTE COMO HISTÓRIA DA CIDADE

SINOPSE: História da arte como história da cidade é um tema presente nos escritos de Argan pelo menos a partir da década de 1960. Esse tema tornou-se central no pensamento arganiano e pode ser considerado como verdadeiro ponto de chegada de sua reflexão. Os escritos incluídos neste livro reafirmam a identidade entre cidade e arte. Propõem uma metodologia que parta da definição de história da arte como história de uma fenomenologia complexa de objetos produzidos segundo a tecnologia do artesanato, constituindo uma dimensão espaciotemporal, a própria cidade, superando a tradicional proposição sociológica baseada na aproximação entre os fatos históricos e os fatos histórico-artísticos que lhes sejam dependentes.

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CLÁSSICO ANTICLÁSSICO

SINOPSE: Nesta brilhante coletânea de artigos, o autor de Arte moderna propõe uma análise extremamente original da arte renascentista. Sua abordagem pode ser resumida na rivalidade entre os artistas da época: os clássicos – que se inspiravam nos modelos da Antigüidade – e os anticlássicos – que pretendiam superar esses modelos. Em outros termos, clássico seria o moderno que procurava superar padrões herdados dos antigos, enquanto o anticlássico reinterpretaria os velhos cânones da representação. Argan analisa a obra de grandes mestres da pintura, da escultura e da arquitetura – como Botticelli, Michelangelo, Leonardo da Vinci e Brunelleschi -, e, numa linguagem precisa mas cheia de entusiasmo, mostra que nelas permanece viva a eloqüência de cada artista.

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ARTE E CRÍTICA DE ARTE

SINOPSE: Em “Arte e Crítica de Arte”, Giulio Carlo Argan sustenta que “a cultura estruturalmente historicista se pode renovar reformulando as suas metodologias e tecnologias”. Proposta de um “contributo à  luta por uma intrínseca politicidade da cultura”, este estudo insere-se numa maior questão, a de saber “se existem ou não afinidades profundas ou convergências finais entre os processos evolutivos de disciplinas fortemente diferenciadas”. O autor relaciona a arte no sec. XX com uma série de domínios, tais como as ideologias polí­ticas, a ciência, a literatura, o teatro, o cinema e a história.

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As aventuras de Guille e Belinda e o anigmático significado de seus sonhos

Fiquei com vontade de compartilhar aqui na página alguns artistas que eu estudei ao longo da vida…


Começo com Alessandra Sanguinetti e sua série fotográfica “As aventuras de Guille e Belinda e o enigmático significado de seus sonhos”.
Na série, a artista mostra o idílico cotidiano das primas Guillermina e Belinda. Construindo um diário imagético no tempo, a artista testemunha as duas primas em um universo onírico que permeia a fantasia e a realidade.

Alessandra Sanguinetti retrata Guille e Belinda em um cotidiano que fica entre o real e o inventado. As fotografias possuem uma teatralidade que em alguns momentos parece uma improvisação e, em outros, parece haver uma preocupação maior com a montagem para a fotografia ser feita. As duas primas atuam suas próprias vidas, seu cotidiano, mas também suas fantasias. 

Quer saber mais sobre a série?

Aqui tem o link para minha tese de doutorado, o primeiro capítulo é só sobre essa série:

https://www.academia.edu/41576378/NARRATIVAS_FICCIONAIS_NA_ARTE_CONTEMPOR%C3%82NEA_ALESSANDRA_SANGUINETTI_MIRANDA_JULY_ILYA_KABAKOV


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Bloqueio criativo

Quem aqui já passou por uma fase onde parece que nada de novo pode sair de você?

Seja um trabalho artístico, o pensamento sobre um conceito, um trabalho escrito, etc…Enfim, tantas coisas que envolvem a criação…


O que você faz nessas situações?
Vou compartilhar aqui algumas coisas que me ajudam…

– Fazer uma pausa (sim, eu gosto muito de fazer pausas quando a coisa parece estagnada, quando eu volto sempre parece dar um refresh)

– Procurar inspiração (e isso pode acontecer de diversas maneiras, pode ser por obras de arte, textos, curiosidades, filmes, séries, o que já foi produzido naquele segmento que estou tentando criar algo…)

– Aperfeiçoar (pensar maneiras diferentes para executar a mesma coisa)

– Conversar (trocar ideias com outras pessoas, não necessariamente da área em específico, às vezes só de você conversar com alguém e tentar explicar o que você quer fazer já te dá ideias de como fazer)

– Continuar voltando (sim, pois a nossa concentração não é permanente, o mais importante é continuar voltando, até que seja possível terminar aquilo que você quer criar)


E você, quais recursos você utiliza pra quando bate um bloqueio criativo?

Imagem: Gustave Courbet, The desperate man

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História da Beleza, da Feura e A vertigem das listas

No post de hoje eu trago três livros de Umberto Eco!

Umberto Eco possui alguns livros onde podemos nos deleitar com a arte e a cultura!

História da Beleza, História da Feiura e A vertigem das listas são três exemplares que estão longe de fazer uma historiografia com início, meio e fim bem definidos, mas são ótimos em nos trazer reflexões, ideias, textos e um conteúdo de qualidade, que permeia as questões estéticas da arte… São exemplares recheados de imagens, e nos convidam a olhar para elas, sim, as obras de arte!!!

Se você quer fazer um passeio pelas imagens, aprender coisas diferentes, pensar sobre a estética ou somente se deleitar, esses livros são pra você!

Ao longo dos séculos, filósofos e artistas sempre elaboraram definições do belo; graças a esses testemunhos é possível, portanto, reconstruir uma história das ideias estéticas através dos tempos. Já com o feio, foi diferente. Na maioria das vezes, o feio era definido em oposição ao belo e quase não se encontram tratados mais extensos consagrados ao tema, mas apenas menções parentéticas e marginais.” Umberto Eco em História da Feiura.

Aqui as sinopses e os links pra você comprar cada um deles:

História da Beleza: https://amzn.to/3gfs8xR

Sinopse: UM CONVITE SEDUTOR E IRRESISTíVEL A UM PASSEIO PELO REINO DA BELEZA Se a Beleza está nos olhos de quem vê, é certo que esse olhar é influenciado pelos padrões culturais de quem observa. Afinal, o que é beleza? O que é arte? Gosto se discute? A Beleza deve ser analisada friamente ou livre das amarras da razão? Com a perspicácia e erudição de sempre, Umberto Eco propõe essas indagações em História da beleza, um ensaio sobre as transformações do conceito do Belo através dos tempos. Eco parte do princípio de que o sentido da Beleza é mutável e diverso do sentido do desejo: “O sequioso que ao dar com uma fonte precipita-se para beber não lhe contempla a Beleza. Poderá fazê-lo depois, uma vez satisfeito o seu desejo.” A partir daí, o autor evita as ideias preconcebidas de Beleza para passar em revista tudo aquilo que, em determinada cultura ou época histórica, pareceu agradável à contemplação do homem independentemente do seu desejo. Até o feio, o cruel e o demoníaco merecem contemplação de Umberto Eco, servindo como parâmetros para a existência do Belo. O livro não é uma história da arte nem um estudo de estética, mas vale-se de ambos para delinear a ideia de Beleza desde a Antiguidade até os nossos dias. Em 17 capítulos, dos quais escreveu nove (os outros são de autoria do escritor italiano Girolamo de Michele), Umberto Eco reflete sobre as diversas transformações do conceito de Beleza não apenas no mundo das artes, como em diversas áreas do conhecimento, como a filosofia, a teologia, a ciência, a política e a economia. Além de ser belissimamente ilustrado, a obra se utiliza de uma linguagem absolutamente original e inteligente para discutir conceito tão complexo. Recorrendo a imagens de centenas de obras-primas e a uma vasta antologia de textos – de Pitágoras até os nossos dias –, Eco investiga as múltiplas ideias de Beleza expressadas e discutidas da Grécia antiga até hoje, traçando paralelos que podem parecer um tanto inusitados, como, por exemplo, entre a nudez da Vênus de Millo, do século II A.C., com a da modelo Monica Bellucci, num calendário da Pirelli; ou entre o corpo atlético do Apolo do Belvedere, exibido no Musei Vaticani, em Roma, e os bíceps anabolizados de Arnold Schwarzenegger no filme Comando, antes de o ator se transformar em governador da Califórnia, nos EUA. Caberá aos leitores decidir se a ideia de Beleza conservou ao longo dessas várias manifestações algumas características constantes. De qualquer forma, eles certamente viverão uma apaixonante aventura intelectual e sensorial. Amante das palavras tanto quanto das imagens, Umberto Eco acabou por transformar essa obra sofisticada, e ao mesmo tempo emocionante, na melhor tradução daquilo que pretendia investigar: História da beleza é um livro magnífico. Um convite sedutor e irresistível a um passeio pelo reino da Beleza, com o privilégio de dispor da mente inspirada de Umberto Eco como guia.

História da Feúra: https://amzn.to/3g92ZVF

Sinopse: UM ENSAIO SOBRE A IDEIA DE FEIURA DESDE A ANTIGÜIDADE CLÁSSICA ATÉ OS DIAS DE HOJE. Quem ama o feio, bonito lhe parece. Mas a idéia da feiura é muito mais complexa de definir do que a da beleza. O conceito de grotesco foi, ao longo dos séculos, vinculado ao da graça e formosura. O feio, o cruel e o demoníaco são os parâmetros para a existência do belo. Mas nem sempre considerados o seu oposto. Uma história da beleza conta com uma ampla série de testemunhos teóricos capazes, ao mesmo tempo, de delimitar o gosto de determinada época. Já a trajetória da feiura, ao contrário, terá de buscar seus próprios documentos nas representações visuais ou verbais de coisas ou pessoas consideradas feias. Mas gosto se discute? Como mensurar a ausência da perfeição?Com a perspicácia e erudição de sempre, Umberto Eco propõe essas indagações em História da feiura, um ensaio sobre as transformações deste conceito através dos tempos. Depois de registrar, em História da beleza, o curso do belo na civilização ocidental, Eco se volta para a feiura e nos faz refletir: se beleza ou feiura estão nos olhos de quem vê, também é certo lembrar que esse olhar é influenciado pelos padrões culturais de quem observa. Para um ocidental, uma máscara ritual africana pode causar estranhamento, terror, ao passo que para o nativo pode representar uma divindade benévola. Dizer que belo e feio são relativos aos tempos e às culturas não significa, porém, que não se tentou, desde sempre, vê-los como padrões definidos em relação a um modelo estável. Nos quinze capítulos deste livro, Umberto Eco reflete sobre as diversas transformações do conceito de feiura não apenas no mundo das artes, como em diversas áreas do conhecimento, como a filosofia, a teologia, a ciência, a política e a economia. História da feiura não é uma história da arte nem um estudo de estética, mas vale-se de ambos para delinear a idéia de feiura desde a Antigüidade Clássica até os dias de hoje. E assim, tanto os textos antológicos quanto as extraordinárias ilustrações deste livro nos fazem percorrer um surpreendente itinerário, entre pesadelos, terrores e amores de quase três mil anos, onde movimentos de repúdio seguem par e passo com tocantes gestos de compaixão e a rejeição da deformidade se faz acompanhar de êxtases decadentes com as mais sedutoras violações de qualquer cânone clássico. Entre demônios, loucos, inimigos horrendos e presenças perturbantes, entre abismos medonhos e deformidades que esfloram o sublime, entre freaks e mortos vivos, descobre-se uma veia iconográfica vastíssima e muitas vezes insuspeitada.Belissimamente ilustrado, História da feiura é uma apaixonante aventura intelectual e sensorial. Amante das palavras tanto quanto das imagens, Umberto Eco acabou por transformar essa obra sofisticada, e ao mesmo tempo emocionante, num convite sedutor e irresistível a um passeio pelo reino do grotesco.

A vertigem das listas: https://amzn.to/3dkwKRE

Sinopse: As listas são a forma primeira e mais fundamental de organização da informação. Mas, paradoxalmente, também a maneira pela qual até mesmo as formas mais complexas de classificação são apresentadas. Menus, sites, catálogos ou outros arquivos regem a cultura ocidental. Há tabelas de santos, enumerações de criaturas fabulosas, inventários de plantas medicinais, relações de tesouros. Existem listas práticas, que são finitas, como os catálogos de livros em uma biblioteca; Outras sugerem incontáveis magnitudes e, portanto, um perturbador senso de infinitude. Em A vertigem das listas, Umberto Eco, um dos mais incensados intelectuais da atualidade, explora questões-chave de cada classificação, oferecendo uma lição importante para a arquitetura da informação. Como criar uma classificação rigorosa? Há apenas um critério para classificar? E, se mais de um, qual escolher? Eco nos lembra, ainda, que o sonho de toda ciência e toda a filosofia, desde as origens gregas, foi conhecer e definir a essência das coisas. Lista-las.A estética das listas passa pela história da arte e da literatura. Mas A vertigem das listas não analisa apenas uma forma literária raramente investigada. Mostra, sobretudo, como as artes são capazes de sugerir listas infinitas, mesmo quando a representação aparece severamente limitada pela moldura. Umberto Eco reflete, nesta bela edição ilustrada, sobre como a idéia dos catálogos mudou através dos séculos. E como, de um período a outro, expressou o espírito de cada era. Com a perspicácia e erudição de sempre, Umberto Eco propõe essas e outras indagações. E, a reboque, tanto os textos antológicos quanto as extraordinárias ilustrações deste livro, nos faz percorrer um surpreendente itinerário. Este ensaio é acompanhado de uma antologia literária e uma vasta seleção de trabalhos arte, ilustrando e analisando os textos apresentados. Uma apaixonante aventura intelectual e sensorial, este volume dá continuidade ao projeto editorial dos livros História da beleza e História da feiúra.

6 livros de Georges Didi-Huberman

Eu sou suspeita para indicar apenas 6 livros do Didi-Huberman, pois seu pensamento foi ponto de partida para tantas coisas da História da Arte para mim… tenho uma relação de afeto com esses livros!


Sua maneira de olhar para a História da Arte resgata outros nomes tão importantes como Warburg, Freud, Bataille, Darwin… e por aí vai… e faz o seu contraponto a Panofsky, que por vezes é até engraçado de ler… Eu acho graça em historiador da arte discutindo com o vento? Sim… hahaha

Aqui nessa lista de livros nem estão listados os mais recentes, que ganharam um tom cada vez mais político, vide a curadoria da exposição Levantes que inclusive passou pelo Brasil, em São Paulo.


Dos 6 que coloquei aqui, A imagem sobrevivente para mim é o mais básico, se você ainda não leu nada de Didi-Huberman, não sabe nem por onde começar com essa pessoa que lança um livro por ano, às vezes mais, então começa por esse, que é quase uma antologia da historiografia da arte. 

Adquira os livros aqui:

A imagem sobrevivente: https://amzn.to/3t3nuGH

Sinopse: Este livro marca uma tomada de posição diante das visões tradicionais da história da arte. Não sem audácia, Georges Didi-Huberman as confronta com os paradoxos abertos pelas potências fantasmáticas da imagem. Trata-se de uma experiência que abala as relações causais, desmantelando as cronologias e as clássicas demarcações temporais. Para desdobrar essa força anacrônica, o autor evoca o mítico Aby Warburg, esse espectro que atravessa as paredes dos diversos saberes e assombra cada vez mais os cômodos da história da arte. Neste texto lúcido e apaixonado, o leitor é conduzido pelo universo warburguiano, esmiuçando suas influências e seus conceitos, sem deixar de lado sua surpreendente biografia. Vai surgindo, assim, uma antropologia das imagens que amalgama vida e obra. Uma “história de fantasmas” baseada na sobrevivência das imagens como forma de perturbação da história, como uma memória que irrompe pelos tempos a bordo das silhuetas e dos ícones exalados pelas culturas. No espectro assim entrevisto, vislumbram-se os paradoxos temporais das imagens: seus movimentos obsessivos de transmissão do páthos em diferentes tipos de gestos. Nas intensidades desta fórmula perturbadora revelam-se os sintomas produzidos pelas contradições dos não saberes e das irreflexões, pelos inconscientes do tempo. Nesse “modelo sintomal”, o devir das formas é analisado como um conjunto de processos tensivos: “Tensionados, por exemplo, entre vontade de identificação e imposição de alteração, purificação e hibridação, normal e patológico, ordem e caos, traços de evidência e traços de irreflexão.” As vozes que ecoam neste livro cobrem desde a historicidade de Burckhardt até o eterno retorno de Nietzsche, desde a morfologia de Goethe até a memória biológica de Darwin e a empatia de Vischer, desde o inconsciente de Freud até as sobrevivências de Tylor e a fenomenologia do tempo psíquico na qual se baseou a clínica de Binswanger. De acordo com Didi-Huberman, Warburg está para a história da arte “como estaria um fantasma não redimido para a casa que habitamos”. Sua obra, que culmina com o fascinante projeto inacabado do atlas Mnemosyne, é complexa e instigante, mas muito difícil de ser capturada sem correr riscos. Por isso, não espanta que esse pensador singular tenha se transformado numa obsessão: “Alguém que volta sempre, sobrevive a tudo, reaparece de tempos em tempos, enuncia uma verdade quanto à origem.” À luz deste livro, cuja edição na língua original ocorreu em 2002 e atualmente é considerado o mais importante de Georges Didi-Huberman, esse fantasma ganha ainda mais brilho e é enriquecido ao se reencarnar nas reflexões desse prolífico pensador francês. Nestas páginas, ele é reinventado, além de “persistir como uma bela lembrança”. Tadeu Capistrano Georges Didi-Huberman é filósofo e historiador da arte. Professor na École des Hautes Études en Sciences Sociales, já publicou cerca de trinta livros sobre história e teoria das imagens a partir de um campo de estudos que vai da arte renascentista à arte contemporânea, incluindo pesquisas sobre a iconografia científica no século XIX, o cinema, a escultura, instalações e estudos sobre filósofos, artistas e historiadores, tais como Aby Warburg, Walter Benjamin, Carl Einstein, Bertold Brecht, Jean Baptiste Giacometti, Georges Bataille, Pier Paolo Pasolini, Jean-Luc Godard e Harun Farocki, entre outros.

A pintura encarnada: https://amzn.to/31WpdSr

Sinopse: A pintura Encarnada é texto inaugural na obra de Georges Didi- Huberman. Desde então, firmou-se como um teórico particularmente interessado em “interrogar o tom de certeza que impera tão frequentemente na bela disciplina da historia da arte”. Neste estudo, ele recupera um texto literário como matriz historiográfica de ancestrais questionamentos sobre a arte. Contudo, a literatura não é aqui mero depositário das tópicas, consequente chave interpretativa para os sintagmas da pintura. Mais que simplesmente metaforizar uma leitura que se pretende arborescente, ela ajuda a pôr em pauta uma constelação de sentidos (do sema, da aisthesis, do pathos), para além dos modelos teóricos hegemônicos, que desconsideram as circulações entre elementos visuais contraditórios.

Diante da imagem: https://amzn.to/39QZzTC

Sinopse: O que ocorre quando nos colocamos diante da imagem? Neste livro, o historiador da arte Georges Didi-Huberman – professor da École des Hautes Études, em Paris, e autor de dezenas de livros fundamentais, entre eles O que vemos, o que nos olha (Editora 34, 1998) – recorda que, em francês, voir (ver) rima com savoir (saber), o que sugere que, em nossa aproximação às imagens, o olhar nunca é neutro ou desinteressado. Diante delas, enlaçamos o visível juntamente com palavras e modelos de pensamento. De onde vêm esses modelos? É precisamente essa interrogação, uma espécie de arqueologia crítica da História da Arte, que o autor leva a cabo nestas páginas.

Diante do tempo: https://amzn.to/3ux73Tn

Sinopse: Neste livro, Georges Didi-Huberman propõe uma arqueologia da historia da arte, ao formular uma multiplicidade de problemas e debates concernentes às relações entre a arte e o tempo, a partir da noção decisiva de anacronismo, tecida em tramas que envolvem as obras de Aby Warburg, Walter Benjamin e Carl Einstein. O movimento teórico empreendido pelo autor francês lança a imagem no centro do pensamento sobre o tempo, para assim articular novos dispositivos acerca da temporalidade e promover uma releitura da tradição que situa a história da arte como uma disciplina humanista.

O que vemos, o que nos olha: https://amzn.to/3t1rEyN

Sinopse: O ato de ver só se manifesta ao abrir-se em dois, ou seja, o que vemos vive em nossos olhos pelo que nos olha. Partindo desse paradoxo, o historiador da arte francês Didi-Huberman compõe um ensaio que se aprofunda nas questões da arte, da estética e da interpretação contemporâneas.

Que emoção! Que emoção?: https://amzn.to/31Z43D2

Sinopse: Diante de uma plateia de jovens e adultos, o filósofo e historiador da arte Georges Didi-Huberman pergunta: o que são as emoções? Todos nós as conhecemos em primeira mão, é claro, mas nem por isso elas deixam de nos intrigar. Somos nós que as “temos” ou são elas que nos “têm”? Nós as sofremos – e portanto elas nos imobilizam, nos reduzem à passividade – ou elas nos movem, isto é, nos levam à ação? Elas nos isolam e nos silenciam ou, ao contrário, são uma forma de comunicação com os nossos semelhantes? Para sugerir respostas a essas questões, Didi-Huberman nos convida a percorrer as ideias de alguns pensadores ocidentais – e, sobretudo, a olhar com atenção para as emoções cristalizadas em grandes obras de arte, da escultura antiga ao cinema moderno.

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Escritos de Artistas

O livro Escritos de Artistas anos 60/70 é um grande compilado de textos de artistas, como o título já diz tão claramente.

Esse livro eu sempre consultava na biblioteca até adquirir o meu. Ele é ótimo para fazer pesquisa sobre arte contemporânea tendo como base a palavra do próprio artista, seja sobre sua obra, ou escrevendo sobre outros.

Pra quem gosta ou quer estudar mais sobre arte conceitual e minimalismo principalmente.

Destaco os textos:

Joseph Kosuth: A arte depois da filosofia, que é um clássico sobre arte conceitual;

Hélio Oiticica: A transição da cor do quadro para o espaço e o sentido de construtividade, onde ele escreve sobre o próprio processo de criação.


Tem textos ainda de Lygia Clark, Piero Manzoni, Allan Kaprow, Joseph Beuys, Artur Barrio, Richard Serra, e tantos outros grandes artistas que fizeram a arte das últimas décadas.

Tem organização de Glória Ferreira e Cecilia Cotrim.

Editora Zahar.

Adquira Escritos de Artistas aqui na Amazon: https://amzn.to/3mya7w2

Sinopse: Esse livro reúne mais de cinquenta textos produzidos nos anos 1960 e 1970 por artistas e grupos de variadas tendências, áreas de atuação e nacionalidades, inclusive inúmeros brasileiros que oferecem diversos pontos de vista e refletem o pensamento estético contemporâneo. A coletânea traz tanto escritos por vezes considerados clássicos até agora indisponíveis no Brasil, quanto ensaios que, na reflexão particular do artista, indicam uma nova abordagem da sua produção. Reproduzidos sempre na íntegra e seguindo a ordem de publicação original ou, em alguns casos, de sua produção, sugerem os possíveis diálogos dessas várias vozes, independentemente de rótulos. Material: manifestos, cartas, entrevistas e ensaios críticos, precedidos de comentários e um breve paronama do artista/autor. Artistas: Ad Reinhardt, Richard Serra, Joseph Beuys, John Cage, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Grupo Rex, Artur Barrio, Anna Bella Geiger, entre outros. Temas: a definição, intenção ou direção de arte, o processo de produção de uma obra, o local de exibição ou de “acontecimento” da arte, novas mídias, a relação da arte com a política, entre outros. “Uma seleção marcada pelo rigor e pela integridade” – Paulo Sergio Duarte

Curadoria de arte

A figura do curador no início estava ligada apenas à ideia de salvaguarda do acervo de museus,  era o profissional que cuidava da coleção, decidia que obras o museu iria adquirir, etc. Continuamos tendo essa figura? Sim.

Mas também temos o curador independente de qualquer instituição, que transita de um lugar pro outro. Tem curador que é contratado apenas para a montagem de uma exposição, ou seja, vai se inteirar das obras feitas pelo artista, pensar a melhor maneira de apresentá-las e quais conceitos e questões elas suscitam, normalmente escrevendo um pequeno texto de apresentação para a exposição ou mesmo para um catálogo.

Tem curador também que acompanha o processo de produção das obras, é uma figura que faz uma mentoria com o artista ao longo de um processo, refletindo junto, lançando novos olhares enquanto o artista ainda está produzindo. É um trabalho de longo prazo, artistas podem ter seus curadores acompanhando suas produções por anos.

Enfim, a curadoria envolve um trabalho especializado, de alguém com experiência na área. Lança provocações, reflexões, pensa no discurso de uma exposição…

E você, já conhece essa espécime humana? Curador: onde vivem, o que fazem, do que se alimentam? haha…

4 livros sobre arte contemporânea

A arte contemporânea pode ser muito simples de um ponto de vista que olha para ela como uma manifestação dos nossos dias. Mas como algo tão próximo de nós pode ser às vezes tão complicado de entender?


Segue aqui alguns livros que podem ajudar nessa descomplicação. São livros objetivos, que tratam da arte a partir dos anos 1960. Trazem muitos artistas e ideias que permeiam essa arte que tem uma característica tão desconstrutiva, seja do objeto arte ou dos discursos.
É a famosa #ficadica

Adquira os livros aqui:

Arte Contemporânea no Brasil: https://amzn.to/3ab5y5O

Sinopse: Este livro aborda, com linguagem clara e informativa, o fenômeno da arte contemporânea no Brasil, relacionando as diferentes instâncias do sistema da arte: as instituições, o mercado e a crítica, entre outros. Propõe uma compreensão da arte além das obras e dos artistas.
Oferecido como uma porta de entrada para a produção atual, o livro ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL pode ser lido como um todo, mas também separadamente em cada um dos seus capítulos. Abrangendo as práticas artísticas no País, da segunda metade do século XX e do início do século XXI, apresenta uma amplitude de perspectivas e presenças regionais no panorama nacional. Único em sua proposta, esse livro é indicado tanto para alunos, professores e pesquisadores, quanto para o público em geral interessado no conhecimento da arte contemporânea no Brasil de forma completa e de fácil entendimento todo ilustrado em 4 cores.
Resultado de uma larga trajetória de pesquisa da autora, esta obra se apresenta como um guia de percurso no universo fluido e diversificado das artes visuais. Ele aguça e estimula o interesse sobre uma produção muitas vezes de complexo acesso, mas que tem muito a revelar sobre a nossa realidade e as distintas formas de ser e estar no mundo atual.

Arte contemporânea uma introdução: https://amzn.to/3si2LOg

Sinopse: O modelo de arte moderna não se aplica à arte contemporânea. Embora a constatação pareça óbvia, o espectador ainda tenta encerrar manifestações atuais em critérios artísticos estabelecidos no passado. a formação de movimentos artísticos e a criação centrada na estética, próprias da arte moderna, cedem lugar à rede e à ubiquidade do artista, à velocidade de transmissão.

Questionada, saturada e deslocada, transcendendo o espaço expositivo clássico, a arte exige do expectador um novo modelo para sua compreensão.

Em Arte contemporânea – uma introdução, Anne Cauquelin mapeia a transformação dos mecanismos da arte gerada por Marcel Duchamp, Andy Warhol e Leo Castelli. Dos ready-mades às séries, dos salões às galerias, da sociedade de consumo à sociedade de comunicação, da obra ao espaço da arte, a autora apresenta uma análise crítica da arte contemporânea e seus desdobramentos no pós-modernismo.

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Sinopse: Panorama crítico sobre a produção dos anos 90 e seus artistas. Visão abrangente do período, esse livro atualiza as discussões sobre a arte brasileira e traça algumas hipóteses sobre os caminhos e as tendências que se abrem.


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Sinopse: Durante os últimos quarenta anos, mudanças profundas e variadas ocorreram na arte, tendo a divergência de estilo como característica mais marcante. Este panorama explora de maneira brilhante a eterna questão – a da relação da arte com a vida cotidiana – que perpassa o Minimalismo, o Pop, a Arte Conceitual, a Performance e as muitas feições assumidas pelos trabalhos de Warhol, Beuys, Bourgeois e de muitos outros artistas cuja obra é discutida e ilustrada. Com um quadro cronológico, figuras-chavee importantes eventos mundiais apresentados de maneira sucinta, além de uma completa bibliografia, este livro constitui uma rica fonte de informações e oferece uma visão única e indispensável da evolução da arte nas quatro últimas décadas.

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