9 livros de Mario Pedrosa

Mario Pedrosa (1900-1981) foi um dos críticos de arte brasileiros mais importantes da nossa história!

Escreveu diversos textos, ensaios onde pensa a arte moderna no Brasil. Publicou dezenas de livros onde trata sobre o assunto.

Aqui estão listados poucos… no post tem livros que estão esgotados, infelizmente, e que você apenas encontrará em bibliotecas especializadas em arte. Mas também temos as edições mais recentes pela Edusp com organização de Otília Arantes, grande pesquisadora da obra de Mario Pedrosa, ou mesmo o da editora Perspectiva onde perpassa o modernismo de Portinari-Brasília.

Mario Pedrosa não escreveu apenas sobre arte, se dedicou à arquitetura e à política também. Encontramos diversos ensaios do autor que perpassam esses temas.

Você conhece o trabalho de Mario Pedrosa? Tem algum livro preferido?

Arte contemporânea

Katia Canton em em seu livro Novíssima arte brasileira, um guia de tendências, traz justamente isso, obras e artistas que estavam fazendo a arte contemporânea no Brasil na virada do século XX para o XXI.


Fala sobre como a arte contemporânea pode ser algo tão próximo e, ao mesmo tempo, trazer tanto estranhamento ao espectador.
E para você, a arte contemporânea traz mais aproximação ou estranhamento?


Imagem: Nuno Ramos, Ai, Pareciam Eternas (3 lamas), instalação.

Dicas para um bom artigo científico

Eu fiz esse post porque eu gostaria de ter lido ele quando eu estava na graduação, depois na minha pós e mesmo no meu mestrado…


Quando eu estava na graduação eu tinha o sonho de escrever um artigo, veja só que bonitinha a Vivi do passado… o tempo passou, eu fui bolsista de extensão e acabei não fazendo pesquisa científica na graduação.


Daí fui pra pós latu sensu e foi ali que comecei a aprender a escrever artigos, primeiro eles eram bem curtos, só como trabalhos para disciplina, 3, 4 páginas, depois veio a monografia e eu tomei gosto pela escrita.


No mestrado o bicho pegou, era um monte de artigos por semestre haha, cada piscada era um flash… e fui aprendendo na prática, com a ajuda da minha orientadora e de colegas mais experientes.


No doutorado eu atingi o nível hard e eu mesma fui editora de uma revista científica de arte, a Palíndromo, vinculada à Udesc. E foi nesse trabalho de 2 anos gerenciando a revista que eu aprendi mais ainda, quais artigos eram aprovados pela comissão, quais reprovavam, o que eles tinham em comum, como é a dinâmica de uma revista, normas, revisões, etc.


Enfim, essas são apenas algumas dicas, não vão esgotar o tema nunca, inclusive existem artigos científicos escritos sobre como escrever artigos científicos, bugou? Não, vai lá, procure na Scielo que você vai encontrar.


Você tem mais alguma dica pra acrescentar?


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9 livros de Ernst Gombrich

Ernst Gombrich (1909-2001) foi um dos maiores historiadores da arte do século XX. Escreveu diversos livros que nos acompanham ao longo dos estudos sobre a arte…
Um dos mais conhecidos no Brasil é a edição de A história da arte, muito utilizado como referência em nossos cursos, por ser um grande almanaque…


Mas sua contribuição vai muito além desse título tão conhecido. Veja uma lista com 9 contribuições de Gombrich para a História da Arte.
Quais você conhece e já leu? Tem algum na sua lista de desejos?

Arte e ilusão: Um estudo da psicologia da representação pictórica

‘Arte e ilusão’ é um estudo clássico sobre a produção de imagens. Publicada há mais de quarenta anos, a obra nada perdeu de sua vitalidade e importância. Os problemas da representação são temas fundamentais da história da arte, e Arte e ilusão é um texto essencial para quantos se interessam pela compreensão desse campo da atividade humana. Esta edição traz um novo e extenso prefácio, no qual o autor discute a diferença crucial entre uma imagem e um sinal.

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O Sentido de Ordem: Um Estudo Sobre a Psicologia da Arte Decorativa

Em O Sentido de Ordem, E. H. Gombrich volta-se a um tema que o fascinou desde a juventude – a história, a teoria e a psicologia da arte decorativa. O impulso humano universal de buscar ordem e ritmo no espaço e no tempo pode ser encontrado em uma imensa variedade de atividades: em brincadeiras de crianças, na poesia, na dança, na música, na arquitetura – bem como na arte. Considerado pelo próprio autor o seu trabalho mais original, este livro apresenta uma análise rigorosa desse traço humano fundamental e fascinante, tendo em vista a nossa herança biológica.As obras-primas do artesanato decorativo de inúmeras culturas são vistas como manifestações da nossa tendência de procurar um sentido de ordem. Escrevendo com lucidez, profundidade de conhecimento e amplitude de interesses, Gombrich aborda os mais fundamentais problemas de estética e revoluciona a nossa percepção da arte – e, consequentemente, a nossa percepção de nós mesmos. Leitura essencial, este livro é tão acessível quanto sofisticado, e tão envolvente quanto idiossincrático.

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Breve História do Mundo

A história da humanidade contada em trezentas páginas? Por mais audacioso que possa parecer, este foi o desafio que Ernst Gombrich fez a si mesmo – e conseguiu vencer brilhantemente. Escolheu falar diretamente ao leitor, como um irmão mais velho falando ao caçula, mas considerando que este é capaz de refletir por si mesmo e recusando, assim, oferecer explicações simplistas. Apresenta os personagens históricos emblemáticos de seu tempo e conta os fatos num desenrolar contínuo, como se não parasse de falar, imprimindo à narrativa o senso da proximidade e da simultaneidade dos acontecimentos.

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Os Usos das Imagens: Estudos Sobre a Função Social da Arte e da Comunicação Visual

Em Os Usos das Imagens, Gombrich usa seu imenso conhecimento de forma leve, escrevendo em um estilo claro e direto. Com uma habilidade única para abordar ideias abstratas e complexas sem perder seus leitores, ele discute algumas das questões mais fundamentais e controversas – como e por que a arte muda e se desenvolve? O que a ideia de “progresso” significa na arte? A arte pode ser usada como evidência do “espírito” de uma era? Seguindo seu estilo, as respostas não surgem por meio de formulações abstratas, mas a partir de uma tentativa empírica e não dogmática de entender o que realmente aconteceu na história da arte. Reunião de ensaios produzidos ao longo da vida do autor, a partir da análise de obras-primas da arte ocidental, este livro discute os aspectos sociais – religiosos, políticos, filosóficos, psicológicos – das funções da imagem na arte e na comunicação visual, em um estilo de prosa claro, bem-humorado, sagaz e sempre critico e didático.

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Norma e Forma

Neste livro Gombrich discute as ideias e as posturas específicas que tiveram influência decisiva na prática da arte renascentista. Todos os estudos aqui reunidos tratam de algo a que se pode chamar clima renascentista de opiniões sobre a arte, além da influência desse clima sobre a prática e a crítica da arte.

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Aby Warburg: Uma biografia intelectual

Gombrich entrou em contato em 1936 com os alunos de Aby Warburg, que com Fritz Saxl fundaram o Instituto de Pesquisa Comparativa para a Historiografia e Metodologia da Arte (posteriormente Instituto Warburg) em Londres. Criador do método “iconológico” de leitura de uma obra de arte, Warburg é considerado um dos estudiosos mais excêntricos, multifacetados e complexos do nosso século. O trabalho de Gombrich, realizado na massa de seus textos então inéditos, restaura o encanto desse personagem ao leitor e estudioso.

Meditações Sobre Um Cavalinho De Pau – E Outros Ensaios Sobre A Teoria

Meditações sobre um cavalinho de pau , originalmente publicado em 1963, foi o primeiro volume na longa e notável série de ensaios reunidos por E. Gombrich. Nele, o autor aborda algumas das questões mais fundamentais da história da arte. Tendo explorado, no famoso ensaio que dá título ao livro, as ligações entre a criação das imagens e a mentalidade infantil, ele retorna à experiência dos adultos nas artes, à luz das metáforas que usamos para descrever nossas reações emocionais. Investiga as suposições latentes nas estéticas de Freud, Marx e dos expressionistas, e discute as tradições da arte medieval, da pintura de naturezas mortas, das caricaturas, das imagens e da pintura abstratas românticas, a todo tempo demonstrando o poder que a verdadeira erudição tem para esclarecer mal-entendidos e fornecer novas e duradouras descobertas.

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Gombrich Essencial: Textos Selecionados Sobre Arte e Cultura

Ricamente ilustrado, Gombrich Essencial reúne uma seleção de textos fundamentais de Ernst Gombrich, referência internacional em História da Arte no século XX, abordando temas como natureza da representação, arte e psicologia da percepção, tradição e inovação, a interpretação das imagens, métodos em Historia da Arte.

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A História da Arte

A História da Arte é um dos mais famosos e populares livros sobre arte já publicados. Durante 45 anos, permaneceu incomparável como uma introdução a todo o assunto, das mais antigas pinturas em cavernas à arte experimental de hoje. Leitores de todos os tempos e das mais diversas origens encontram em Ernst Gombrich um verdadeiro mestre, que combina o conhecimento e a sabedoria a um talento excepcional para comunicar seu profundo amor pelas obras de arte que descreve. A História da Arte deve sua duradoura popularidade à objetividade e simplicidade do texto, sem mencionar a habilidade do autor para apresentar uma narrativa fluente. Ele descreve como sendo seu objetivo trazer alguma ordem compreensível à riqueza de nomes, períodos e estilos que preenchem as páginas com as obras mais ambiciosas. Além disso, Gombrich usa sua percepção da psicologia das artes visuais para nos fazer ver a história da arte como uma tela contínua e uma mudança de tradições, em que cada obra reflete o passado e aponta para o futuro. Trata-se de uma corrente viva, que ainda liga o nosso tempo à era das Pirâmides. Em novo formato, a 16ª edição desta obra clássica mantém o progresso triunfante rumo às novas gerações, permanecendo como primeira opção e referência para os iniciantes no mundo da Arte.

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Filmes de Arte para assistir na Netflix

Quem aqui já recorreu para os filmes e séries para adicionar mais diversão, entretenimento e porque não, conhecimento?

Hoje o post é sobre os filmes, documentários e animação que falam sobre arte e artistas disponíveis na Netflix! Quantos desses filmes você conhece?

  1. Minha obra prima / Filme argentino, comédia, 2018

Sinopese: Renzo Nervi (Luis Brandoni) já foi um pintor bem-sucedido em Buenos Aires, mas hoje não consegue vender um único quadro. Seu amigo Arturo Silva (Guillermo Francella), negociante de obras de arte, faz o possível para valorizar os quadros de Nervi, porém a personalidade arrogante do artista não ajuda nos negócios. Um dia, um acidente inesperado proporciona aos dois uma possibilidade inédita (e ilegal) de ganharem dinheiro dentro do corrupto mercado de obras de arte.

2. Canvas / animação de 9 minutos, 2020

Sinopse: Após uma grande perda, um avô abandona o entusiasmo peça pintura – até encontrar a inspiração para voltar a criar.

3. Inhotim / série documental – 1 temporada, 2018

Sinopse: Esta série documental apresenta artistas e obras contemporâneas de Inhotim, instituto de arte e jardim botânico localizado em Minas Gerais.

4. O maior roubo de arte de todos os tempos / minissérie 2021

Sinopse: A série documental O Maior Roubo de Arte de Todos os Tempos conta uma história acontecida em 1990, quando dois homens disfarçados de policiais entraram em um museu, em Boston, e roubaram uma imensa fortuna em obras de arte. Até hoje, tal crime não foi resolvido.

5. Fake Art / documentário, 2020

Sinopse: Uma mulher entra em uma famosa galeria trazendo obras desconhecidas de mestres da pintura. Assim começa a história do maior golpe que o mercado de arte dos EUA já sofreu.

6. Escada para o céu, a arte de Cai Guo-Qiang / documentário, 2016

Sinopse: O documentário de Kevin Macdonald narra a vida e a carreira do conceitual artista chinês famoso por seu trabalho com pólvora e fogos de artifício.

7. Lixo extraordinário / documentário, 2010

Sinopse: O artista brasileiro Vik Muniz se junta aos catadores de lixo para garimpar tesouros no aterro sanitário do Jardim Gramacho, do Rio de Janeiro.

Merzbau de Kurt Schwitters

Eu sou apaixonada pelo artista alemão Kurt Schwitters (1937-1980), e a sua obra Merzbau! Aqui sua casa além de ateliê, vira a própria obra! Vida e arte se misturam…

Ela foi produzida primeiramente em Hannover, onde o artista começou seu projeto, em 1920, com a criação de colunas Merz, onde pedestais com bustos no topo eram forrados com todo tipo de objetos e papéis colados.

Por volta de três anos depois, essas colunas foram se estendendo pelo espaço de sua casa, e a Merzbau começou a ser produzida. A princípio era utilizado apenas um cômodo da casa mas, ao longo dos anos, foi se estendendo por todos eles.

Por conta da Segunda Guerra Mundial, Kurt Schwitters precisou se mudar algumas vezes, construindo partes da Merzbau na maioria dos locais onde morou…

Você já conhece o trabalho de Schwitters?

Camille Claudel

Eu fui voluntária no Museu de Arte de Joinville logo que a exposição da Camille Claudel abriu… eu tinha acabado de entrar na graduação de Artes Visuais em 2007… nem sabia muita coisa de história da arte…

Mas que privilégio eu tive de passar um mês, todos os dias, convivendo com as obras da exposição, me apaixonando por cada um dos detalhes, decorando informações sobre a artista, sobre as obras pra poder passar para os visitantes… e o documentário, contando sobre sua vida, me impressionou logo de cara… Camille, Camille…

Essa obra A onda, de 1897-1903, ficava logo na entrada do museu, foi uma das que mais me marcou, três figuras de mãos dadas se preparando para encarar essa onda enorme que está prestes a engolir os seus pequenos corpos…

Você conhece as obras da Camille Claudel?

Matisse, seus objetos e inspirações

Hoje a Odalisca Amarela de Matisse, pintura de 1937 está ao lado da banqueta de onde artista tirou a inspiração para pintá-la.



Em 2017 eu vi a exposição “Matisse in the studio” que me marcou muito, onde as obras dele estavam expostas lado a lado dos objetos que ele havia pintado, bancos, banquetas, móveis, tapeçaria, vasos, louças… uma infinidade de coisas, uma exposição incrível, que trouxe um pouco do ateliê do artista para o público.


Você tem curiosidade para conhecer o ateliê dos artistas que gosta? Se pude escolher 1 ateliê para visitar em qualquer tempo da história da arte, qual escolheria?

Casal Arnolfini e seus detalhes

Vou fazer posts sobre as belezas da História da arte! Sobre as obras que cativam, que despertam curiosidade e questões para gente pensar até hoje…

Hoje o Casal Arnolfini, obra de Jan van Eyck, pintura de 1434, está na National Gallery em Londres.

Essa obra cheia de detalhes e simbologias é um dos grandes ícones, em especial eu adoro a assinatura do artista na parede, sua presença na obra… O vestido verde exuberante preenche a tela!

Quantos detalhes cabem em uma obra de 82x60cm

Esses tamancos denunciam a região do artista, claramente da Holanda!

Cada detalhe parece esconder uma própria obra em si mesma…

Tem até o catioro peludinho!

Essa obra é um convite para a lentidão… para ver tudo com calma, respirar e observar tudo em detalhes…

Qual detalhe você mais gosta dessa obra?

Pioneiras da fotografia: Lady Clementina Hawarden

Lady Clementina Hawarden (1822-1865) foi uma das pioneiras da fotografia Vitoriana. Utilizava membros de sua família como modelos de suas fotografias, tendo uma relação pessoal com os fotografados, principalmente suas filhas.  

Os ambientes eram sempre a residência da família, em sua maior parte no interior de edificações, mas próximo das janelas, o que conferia uma luz natural na composição da fotografia. 

Constantemente as irmãs estavam posando para a mãe em diferentes cenas, algumas traziam elas dramatizando uma situação, outras mostrando diferentes tipos de roupas, algumas de gala, outras mais boêmias, sem espartilhos ou sustentação. Lady Clementina Hawarden é lembrada, com regularidade, como uma pioneira na fotografia de moda. 

Essa é uma série de posts onde eu conto mais sobre obras e artistas que já pesquisei ao longo de 14 anos dedicados à arte!

Você já conhecia as fotógrafas pioneiras da era vitoriana?

Em texto institucional sobre o estilo de sua fotografia, o Victoria and Albert Museum de Londres, que detém a maior parte de seu acervo, relata como foi para a fotógrafa a escolha de retratar suas filhas:

“Depois de suas primeiras fotografias de paisagens estereoscópicas tiradas na Irlanda, Hawarden se concentrou em suas filhas. Seu trabalho registra a vida e os interesses de uma família de classe média alta vitoriana. Fotógrafos do sexo masculino naquela época muitas vezes partiam para explorar lugares distantes. Como mulher, Hawarden teve que trabalhar perto de casa, mas ao criar essas imagens enigmáticas de suas filhas, ela apostou em novos perímetros para a fotografia artística.” (Victoria and Albert Museum, tradução nossa)

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