6 livros biográficos: arte e artistas

A biografia se tornou um gênero literário muito popular a partir do século XX. Quem não gosta de conhecer grandes histórias pessoais, narrativas, percepções íntimas sobre assuntos ainda mais íntimos?
Pois essa popularidade chegou nas artes visuais também!Aqui eu selecionei 6 livros que se voltam em torno das biografias.

Tem desde o diário da Frida Kahlo, onde encontramos desenhos, poemas, percepções da artista sobre seu dia a dia, passando por Esboço para um auto-retrato (sic) de Bernard Berenson, um historiador da arte que reflete sobre o peso de suas palavras sobre as obras, até Memórias biográficas de pintores extraordinários, um best seller de 1780, isso mesmo! 1780! Onde o autor escreveu sobre artistas que não existiam, mas se inspirou em nomes famosos. Isso gerou muito burburinho na época!

SAIBA MAIS SOBRE CADA LIVRO:

REMBRANDT – Esta edição reúne. pela primeira vez os textos. e inclui ainda. ilustrações detalhadas das obras que Genet citou. É o olhar especialíssimo sobre Rembrandt. um olhar que alcança mais longe. Com tradução do poeta e crítico de arte Ferreira Gullar. este pequeno ensaio. ganha sabor especial.

GAVETA DOS GUARDADOS – Investigação da gênese de uma certa imagem de Lasar Segall, estabelecida sobretudo na década de 40, a partir do estudo minucioso de duas fontes. De um lado, o histórico da recepção de sua obra pela crítica brasileira especializada; de outro, a recepção feita por Segall da tradição artística que o precedeu. Na imagem do artista estabelecida pela interação dessas duas dimensões procuram-se os significados da obra passada em revista, com especial atenção à valorização de aspectos biográficos nos textos da crítica e aos escritos do próprio artista. Celso Favaretto comenta o livro de Cláudia, observando que ela “age com cuidado, contextualizando a crítica e remontando à formação de Segall para justificar a constituição da imagem do artista como gênio”.

O ESCOLHIDO FOI VOCÊ – “Como você passa o seu tempo?”. “Qual é a sua lembrança mais antiga?”. “Quais são seus planos para o futuro?”. “Qual foi a parte mais estranha da sua vida até agora?”. Em diferentes regiões de Los Angeles, um punhado de pessoas comuns recebeu Miranda July para responder perguntas como essas. Os entrevistados chamaram a atenção da autora em razão dos itens que anunciaram no jornalzinho PennySaver, distribuído semanalmente pelo correio. Miranda estava em busca de histórias e pessoas reais que pudessem alimentá-la em seu projeto à época, o longa-metragem O futuro. No jornal, deparou-se com estranhos itens à venda, como girinos e bonecos dos Ursinhos Carinhosos, e, sem saber direito o que procurava – além de inspiração, histórias e motivos para continuar o filme -, resolveu conhecer os anunciantes e seus objetos. Michael, aos sessenta e tantos anos, está passando por cirurgias para mudar de sexo e pôs uma jaqueta preta de couro à venda. Primila anuncia trajes exóticos a preços módicos para ajudar uma aldeia indiana. Andrew cuida de um laguinho que ele mesmo construiu no quintal e cria girinos, esperando arrecadar algum dinheiro. Entremeando os relatos dos encontros com fotos de seus personagens e reflexões sobre o processo, ela faz de O escolhido foi você um making of que vai além das circunstâncias da criação. De seu olhar curioso para o outro surgem questionamentos a respeito de sua própria vida e da matéria de que são feitas as obras de arte.

MEMÓRIAS BIOGRÁFICAS DE PINTORES EXTRAORDINÁRIOS – William Beckford foi um notável escritor, crítico de arte e político do século XVIII. Este livro, publicado pela primeira vez em 1870, retrata artistas que, muitas vezes, são absolutamente inventados. Divertimento de um diletante das artes, seu texto é uma sátira das tradicionais biografias de artistas. A obra sugere diversas leituras e instiga ainda hoje a curiosidade do público, que tenta identificar os pintores por trás dos pseudônimos – como se eles fossem reais. Tradução Paulo Mugayar Kühl

ESBOÇO PARA UM AUTO-RETRATO – Este livro reúne diversos relatos do bernard berenson ao longo da década de 1940. Mais do que retratar a carreira de um ´homem de sucesso´ – atributo que tanto o incomodava -, berenson faz uma espécie de revisão da vida, ao mesmo tempo em que apresenta ao leitor personagens importantes da intelectualidade da época. Em tom de diário, o crítico questiona com autoridade os limites éticos entre fazer arte por paixão e fazer arte por dinheiro e põe em discussão toda sorte de limitações e oportunidades que a vida nos lança a cada instante.

O DIÁRIO DE FRIDA KAHLO – Frida Kahlo (1907-1954) teve uma vida permeada por sofrimentos ― físicos e emocionais ―, que foi fortemente retratada em sua arte. Seu diário, que revela a intimidade da pintora mexicana, é um sucesso no mundo e foi publicado pela José Olympio em 1994, mas retorna ao mercado depois de muitos anos fora de catálogo. Traduzido por Mário Pontes, e com apresentação do crítico de arte Frederico de Moraes, o Diário reúne desenhos coloridos, pensamentos e confissões. Autora de quadros que bateram recordes em leilões e são destaque nos maiores museus do mundo, Frida Kahlo é tema de filmes, peças, nome de lojas, e tornou-se um ícone da cultura pop.

E você, tem algum livro biográfico de artista pra indicar? Deixe aqui nos comentários, vamos trocar figurinhas!

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